Exponeja 2018: Como foi “O maior congresso de música sertaneja do Brasil!”

Por Luiz Felipe Rocha

Dia 16 de outubro de 2018, 8h00, parecia mais um dia comum na maior cidade do Brasil, mas não era. Tudo estava aparentemente normal naquela manhã de terça-feira; tempo nublado, trânsito, pressa, pessoas… mas na famosa Avenida Rebouças, um dos metros quadrados mais caros de São Paulo, no Centro de Convenções Rebouças, tinha início a Exponeja 2018.

  Auditório lotado para a Resenha dos Compositores

Como o próprio slogan oficial afirmava, era “O maior congresso de música sertaneja do Brasil!”, gerando uma ansiedade enorme entre todos os envolvidos e com nós do Conceito Sertanejo não foi diferente.

A princípio o evento estava marcado para a cidade de Maringá-PR, o que iria dificultar a locomoção e hospedagem, tendo em vista a longa de distância de Campinas-SP, onde nossa equipe se localiza. Por essa razão já havíamos descartado participar da Exponeja, porém, uma mudança na data e no local conspirou a favor acredito que não somente do Conceito Sertanejo.

São Paulo é uma cidade democrática e no quesito gênero musical não é diferente; todos têm seu espaço e seu público. Talvez se o evento fosse realizado em Maringá chamaria mais atenção por ser um município menor, aonde os acontecimentos inéditos, como foi o caso de um congresso sertanejo, ganham naturalmente um destaque maior.

Em São Paulo, automaticamente, as atenções foram dividas, uma vez que em uma metrópole eventos de todos os tipos acontecem diariamente. Mas a logística ajudou na presença do público; fácil acesso, estacionamento, hotéis próximos e aeroportos.

                              Equipe presente

Mas independentemente do local, o evento deixava bem claro: “Qualquer pessoa pode participar, Porém é necessário ter interesse no mercado. Caso contrário, irá se frustrar. O evento é para quem vive ou é apaixonado pelo mercado da música sertaneja”, como descrito no site oficial.

Palestras
Com um time de peso, ficava difícil escolher entre uma palestra e outra (já que elas rolavam simultaneamente em ambos auditórios). Na terça de manhã, por exemplo, o baterista Anderson Nogueira e o produtor musical Blener Maycom falavam ao mesmo tempo, ficou difícil decidir entre uma e outra rs rs rs.

A grande inovação ficou por conta da Resenha dos Compositores, uma espécie de “mesa redonda”, onde nomes como Tierry, Waléria Leão e Thales Lessa debatiam e tiravam dúvidas do público.

Na parte de assessoria de imprensa, Bianca Ceará e Paola Correa comandaram o auditório dois, já Talita Orioni palestrou sob o tema “Relacionamento com fãs”, atraindo principalmente os artistas presentes.

Na manhã de quarta-feira, Diego Araújo falou sobre “Postura no palco” e Thiago Medeiros sobre “Direitos autorais”. Na parte da tarde, Dhiego Bicudo (Agência ICOMP) deu dicas importantes sobre marketing digital, sendo uma das palestras mais importantes para nós do Conceito Sertanejo.

Pedro Leonardo
Esse merece um tópico a parte. A penúltima palestra do evento foi recheada de emoção e o que todos esperam de um evento sertanejo: música. O filho de Leonardo entrou no palco cantando o clássico “Não aprendi dizer adeus” e contou sua trajetória, focando no acidente de carro que o deixou em coma em 2012.

                                      Conceito Sertanejo e Pedro Leonardo

O acidente gerou comoção nacional semelhante à do tio de Pedro, Leandro, vítima de câncer em 1998. “Eu morri três vezes”, disse o cantor, sobre as três paradas cardíacas que sofreu enquanto esteve em coma profundo. Após deixar milagrosamente o hospital, passou por sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional para recuperar a fala, o equilíbrio e os movimentos do corpo.

Tudo isso foi acompanhando de clássicos como “Toque de Mágica”. Com o auditório lotado, Pedro de despediu cantando “Faz um milagre em mim”.

Estandes
Deezer, Xtreme Ears, Dvflix, Planet Produções e XD Produtora eram algumas das empresas que ocuparam o espaço, onde acontecia também o Coffee Break e aquela famosa resenha no intervalo das palestras.

O que faltou?
Se tratando de um evento de música sertaneja, faltou mais SERTANEJO, como artistas cantando ao vivo nos intervalos e uma decoração mais rústica, remetendo ao meio. Faltou também o espaço “Expobreja” rs rs rs, talvez um quiosque que vendesse chopp cairia muito bem para a resenha rolar (ainda mais) solta.

O que esperar de 2019?
Fato: O Conceito Sertanejo vai estar presente. Mantendo a mesma ideologia, com certeza 2019 o evento será melhor ainda, uma vez que foi pioneiro e interessa a todos os envolvidos com música sertaneja.

Balanço
Positivo. Falando por mim, foi exatamente o que esperava: muita informação, seriedade, organização e descontração na medida certa. O slogan “O maior congresso de música sertaneja do Brasil!” realmente fez sentido.

Até 2019, Exponeja!

LUIZ FELIPE ROCHA

Nascido em Campinas (SP), Luiz Felipe Rocha é jornalista, tem 29 anos e sempre foi apaixonado pela música sertaneja. Neste espaço, ele irá fazer uma análise dos principais assuntos do meio e opinar sobre os novos artistas que estão despontando no mercado.

 




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